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Rocketbook Wave!




Por Claudemir Andrade
 
Mesmo que a tecnologia tenha evoluído ao ponto de podermos criar obras de arte e escrever textos usando canetas stylus sobre uma tela sensível ao toque, há pessoas que nunca conseguiriam abandonar a sensação de ter papel e caneta em mãos.
 
Minha esposa e eu somos exemplos disso. Nada como uma bela caneta e um bom pedaço de papel. Porém, mesmo me considerando um pouco “oldschool”, tecnologia é comigo mesmo.
 
Pensando nisso, o pessoal da Rocket Innovations resolveu juntar o melhor dos dois mundos e produzir o Rocketbook, um caderno “comum” que você usa para escrever, desenhar e planejar e que depois pode ter todo o seu conteúdo apagado dentro do forno de microondas.
 
Para isso, basta que sejam utilizadas apenas as canetas de uma linha específica da marca Pilot, chamada FriXion Pens, que podem ser encontradas em papelarias normais. Caso se use uma caneta esferográfica comum, a escrita ficará permanentemente marcada no Rocketbook.




  
Mas qual a vantagem de se ter um caderno que pode ser apagado, sendo que o objetivo de escrever no papel é justamente preservar as informações contidas ali? A resposta a essa questão é bem interessante.
 
Além do caderno em si, existe um aplicativo para smartphone do Rocketbook em que você pode digitalizar as páginas que utilizou e também cadastrar alguns programas de armazenamento em nuvem, como Google Drive, Evernote, Dropbox ou até mesmo email.
 
No rodapé de cada página encontram-se alguns ícones que você pode assinalar e relacionar com um dos serviços de armazenamento do aplicativo. Ou seja, se você determinar que o desenho da coroa seja ligado à sua conta de email, por exemplo, sempre que você escanear uma página do Rocketbook com o aplicativo e a coroa estiver assinalada, aquele arquivo vai ser enviado diretamente para sua caixa de entrada.
 
 
Passo a Passo


1 – Colocando a caneta no papel

Tome Notas. Escreva um poema. Resolva uma equação. Desenhe uma obra de arte. O caderno afinal, é seu.


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2 – Escolha um destino
 
Conecte seus símbolos ao Google Drive, Evernote, Dropbox, iCloud, iMessage ou Email. Clique em destinos e faça o login com sua conta. Marque o símbolo nas páginas do Rocketbook que deseja enviar.


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3 – Escaneie suas páginas

Abra o aplicativo Rocketbook, escaneie as páginas que deseja salvar em segundos, e envie.


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4 – Enviando para nuvem

Suas páginas já atingiram seu destino! Compartilhe. Imprima. Guarde.


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5 - Apagando seu caderno
 
Coloque seu caderno no microondas por 30 segundos, e ele estará limpo e pronto para ser usado novamente!


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O Rocketbook pode ser comprado por 27 dólares.
https://getrocketbook.com/  
 
Eu particularmente sou fã da Montblanc, que recentemente também lançou algo similar.

Porém com o preço do caderno da MB podemos comprar um carro, um posto de gasolina, e ir dirigindo até a Califórnia pra comprar um Rocketbook. Acho que ainda sobra dinheiro para passar um fim de semana na casa do Frank Sinatra em Palm Springs.





Conheça o óculos de sol que faz a música tocar 'dentro da cabeça'




Por Claudemir Andrade



Encontrar os fones de ouvido certos é o enigma sem fim para os amantes de música. Os fones de ouvido sem fio são duvidosos, enquanto os fones de ouvido com fio não conseguem ficar desembaraçados.

Em um de nossos posts mostramos os Airpods da Apple, porém no ponto de vista de inovação, uma nova empresa tem chamado a atenção.
 
Uma startup baseada em Los Angeles, a Zungle, quer substituir fones de ouvido por um óculos de sol que trasmite som através de vibração diretamente para dentro da sua cabeça.
 
Parece absurdo certo? Mas já existe.




      
Os óculos de sol Zungle contêm auto-falantes (nem sei se posso chamar isso de auto-falantes) que transmitem o som por condução óssea,  através de vibrações na caixa craniana.
 
O usuário ouve um som cristalino (o que a empresa afirma ser comparável aos fones de ouvido normais), enquanto o mundo exterior não ouve quase nada.
 
Tudo de maneira prática, emparelhando o dispositivo ao smartphone via Bluetooth, e abrindo seu aplicativo de música preferido.
 
Um toque na orelha direita para começar a ouvir uma lista de reprodução ou um álbum, ou simplesmente para avançar ou retroceder suas músicas.
 
Um microfone embutido e com cancelamento de ruído também permite aos usuários fazer e atender chamadas sem pegar o telefone, embora a pessoa do outro lado da linha não receba o som com a mesma qualidade e clareza.
 
As vantagens do Zungle Panther - além de ser super legal - são diversas. Você pode ouvir músicas na altura que você gosta no ônibus sem perturbar o seu colega ao lado e gastar uma fração do custo dos tradicionais fones com cancelamento de ruído. Além disso, você ainda pode ouvir os carros se aproximando ou conversas ao seu redor.
 
A bateria deixa algo a desejar, suportando apenas cerca de quatro horas de reprodução.
 
Talvez você esteja se perguntando: é seguro para a saúde?
 
A empresa não se pronuncia a respeito, embora a tecnologia se assemelhe bastante à dos implantes de condução óssea.
 
Esses dispositivos, usados por pessoas com deficiência auditiva, capturam som no ar, processam o som em vibrações e transmitem as vibrações através do osso para a parte interna do ouvido. Mais de 100.000 pacientes globalmente foram equipados com implantes de condução óssea desde o final dos anos 70, de acordo com o líder fabricante de dispositivos Cochlear.




     
Os óculos de sol Zungle Panther estão disponíveis no Kickstarter ou no site da Zungle, pelo valor de 150 dólares.
 
Para quem não conhece, Kickstarter é uma comunidade global criada em torno de projetos criativos. Mais de 10 milhões de pessoas apoiam os projetos Kickstarter.
 
Em meio a esses projetos temos por exemplo artistas influentes como De La Soul ou Marina Abramovic.
 
Todo artista, cineasta, designer, desenvolvedor e criador do Kickstarter possui um controle criativo completo sobre seu trabalho, e a oportunidade de compartilhá-lo com uma imensa comunidade de patrocinadores.





Comme d'habitude



Por Claudemir Andrade

Para variar um pouco, e voltando ao nosso primeiro post, hoje vamos focar em música.

Comparada pela BBC de Londres a uma pintura de Salvador Dali, "Life on Mars?" é uma daquelas músicas inesquecíveis. Assim como Quentin Tarantinoéprovavelmente oúnico a derramar banhos de sangue em Hollywood e concorrer a dezenas de Oscar, David Bowie consegue de forma brilhante escrever uma letra completamente incompreensível, e transformá-la num clássico.

Assim como "My Way", de Frank Sinatra. (exceto a letra que, nesta, faz sentido) Mas o que elas duas têm em comum?

Bem meus amigos, "My Way" não é do Frank Sinatra. É do David Bowie.

Não podemos tirar os méritos de Sinatra, o mesmo transformou "My Way" no sucesso global que ela representa. MasDavid Bowie foi quem iniciou o que hoje, ainda temos o prazer de usufruir.

"My Way" é uma versão em inglês de Paul Anka para a composição francesa "Comme d"habitude", de Claude François. Muito antes de ser lançada assim, Bowie tinha feito outra versão em inglês em "Even a Fool Learns to Love", mas Anka comprou os direitos de tradução e a gravação do camaleão nunca chegou ao público.





Algo similar ao que o Ray Kroc fez com os irmãos McDonalds - assistam"Fome de Poder", de 2016.

Revoltado com a situação, Bowie retrabalhou a harmonia e a melodia para torná-la diferente de "Comme d"habitude", e modificou a letra inteira para chegar em "Life on Mars?". O músico já revelou que seu objetivo era fazer algo tão bom ou melhor do que "My Way", já que ele não poderia lançar a sua versão. O resultado? Um clássico.

Ken Pitt foi o gerente de Bowie na década de 60. Pitt produziu uma fita de áudio com Bowie cantando"Only a Fool Learns to Love". Bowie simplesmente tocou a música de Claude Francois em casa e gravou sua própria versão no topo da música francesa.





A versão de David Bowie de"Comme d'habitude"nunca foi lançada. Seu single seguinte foi"Space Oddity", que foi lançado em 1969, no mesmo ano em que a versão de Paul Anka do hit francês explodiu em uma das músicas mais bem sucedidas de todos os tempos. Ainda assim,épossível achar na internet inúmeras versões de"Even a Fool Learns to Love", sejam elas de fãs ou até mesmogravaçõesoficiais.

Enfim, para quem já teveJohn Lennon como seu backing vocal, não dápra esperar nada menos de David Bowie.

Abaixo você confere a obra-prima extraída desse conflito todo. Trabalho que inspira até hoje outras obra-primas como a excelente versão de "Space Oddity" pela cantora Natalie Merchant. Certo Fineis?









Após algumas pesquisas, consegui ainda achar as cartas originais de Bowie para seu produtor Ken Pitt, desde o primeiro interesse na gravação da música, até negociações para gravá-la.



Even a fool learns to love - DavidBowieNews.com Even a fool learns to love - DavidBowieNews.com



Carta 1968 - DavidBowieNews.com Carta 1968 - DavidBowieNews.com



Carta 1968 - DavidBowieNews.com Carta 1968 - DavidBowieNews.com



Carta 1968 - DavidBowieNews.com Carta 1968 - DavidBowieNews.com

Paul Anka foi mais rápido. Será que teríamos uma "My Way" ainda melhor?