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Eliminado, Bentão foi um time 'fora da curva'


A vitória convincente por 3 a 1 diante do Santos, na Vila Belmiro, no domingo (11), embora motivo de celebração para o São Bento, também deixou aquele gosto de "quero mais". Isso porque, segundo o técnico Paulo Roberto Santos, ficou ainda mais evidente que a equipe tinha plenas chances de estar na próxima fase do Paulistão, não fossem certos deslizes no meio do caminho. Agora, no entanto, o próximo passo será o Troféu do Interior, cuja estreia será no próximo sábado (17), contra o Ituano, em Sorocaba.
 
No caso do Azulão, em especial, a competição deste ano teve uma série de situações que chamam a atenção. A primeira delas se confirmou logo após o resultado na Baixada Santista: o São Bento venceu três clubes considerados "grandes" do Estado. Além do alvinegro, o São Paulo, por 2 a 0, em Sorocaba, e o Corinthians, por 1 a 0, em Itaquera. Os sorocabanos não enfrentaram apenas o Palmeiras, já que estavam no mesmo grupo, o B. Para se ter uma ideia, nos clássicos disputados pelos quatro times de maior expressão -- todos da primeira divisão do futebol nacional -- não houve quem conseguisse sair vitorioso nas três partidas.
 
O time de Paulo Roberto Santos também é ponto fora da curva em outro fator. Analisando desde quando o Azulão voltou à elite do futebol paulista (2015), é possível afirmar: entre estes anos, é a primeira vez que o clube com a melhor defesa da competição na primeira fase fica de fora do mata-mata -- em 2018, o São Bento é dono do feito junto de Corinthians, Palmeiras e Ponte Preta (a Macaca também não se classificou), com os quatro times sofrendo oito gols cada.
 
Ainda a respeito da consistência defensiva, algo que tornou-se característica do Azulão durante sua ascensão recente, de 2015 a 2018, em se tratando de Campeonato Paulista, a equipe tem média de gols sofridos abaixo de um por jogo. Foram 55 partidas, com a zaga sendo vazada 46 vezes (média de 0.83 gol por jogo). Além das curiosidades citadas, o São Bento deu adeus à próxima fase mesmo alcançando a sexta melhor campanha na classificação geral. Inclusive, se estivesse em qualquer um dos outros três grupos (A, B ou D), estaria classificado.
 
"Deixamos escapar por nossa culpa. Poderíamos ter chegado mais longe, sim. Peço desculpas ao verdadeiro torcedor. Nós também carregamos o sentimento de tristeza", comentou o comandante beneditino em entrevista à rádio Cruzeiro FM 92,3, na saída da Vila Belmiro.
 
Despedida foi em grande estilo
 
Mesmo fora de casa, o São Bento se aproveitou do time repleto de reservas escalado por Jair Ventura e despachou os "Meninos da Vila" por 3 a 1. O lateral-esquerdo Marcelo Cordeiro, de pênalti, abriu o placar, na primeira etapa. O atacante Arthur Gomes, também da "marca da cal", deixou tudo igual para o Peixe antes do intervalo. No segundo tempo, o centroavante Lúcio Flávio colocou o Azulão novamente à frente aos 33", depois de ótimo cruzamento feito pelo lateral-direito Lucas Farias. Fábio Bahia foi responsável por dar números finais ao confronto: num erro no campo de ataque santista, o time sorocabano se aproveitou da desorganização -- até o goleiro Vladimir, do alvinegro, estava na área adversária tentando buscar o empate -- e o volante só teve de empurrar para o gol, o primeiro dele com a camisa do clube.