UNISO CIÊNCIA


Projeto de divulgação científica será apresentado na Unicamp




O Uniso Ciência, projeto de divulgação científica da Universidade de Sorocaba que tem a parceria do Jornal Cruzeiro do Sul, será apresentado nesta terça-feira (24) no 5º Encontro de Divulgação de Ciência e Cultura (EDICC 5), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A apresentação, intitulada “Uniso Ciência: divulgação científica na universidade comunitária”, está agendada para 13h30, na Sala 2 da Engenharia Básica (Rua João Pandiá Calógeras, 110), e será conduzida pelos professores Guilherme Profeta e Marcel Stefano Tavares Marques da Silva, do curso de Jornalismo, ambos responsáveis pelas reportagens do Uniso Ciência desde a primeira edição, publicada em outubro do ano passado.
Além dos docentes, marcará presença no evento uma comitiva de alunos dos cursos de Comunicação Social e membros do Grupo de produção experimental em Divulgação Científica da Uniso (GpexDC-Uniso).





Terceira edição do Uniso Ciência aborda temas da saúde, educação e publicidade




Neste domingo, 15 de abril, foi veiculada a terceira edição do Uniso Ciência, projeto de divulgação científica da Universidade de Sorocaba que tem a parceria do jornal Cruzeiro do Sul. Os leitores podem conferir o tabloide Uniso Ciência nas versões impressa e digital e também neste blog.

A escolha dos temas da terceira edição se deu por meio de uma enquete online, assim como na edição anterior. No mês de março, foram colocados para votação pública 12 assuntos relacionados às áreas de saúde, tecnologia, educação e comunicação. A enquete ficou disponível no blog do Uniso Ciência de 1 a 15 de março e, ao fim, recebeu 895 votos, sendo os quatro mais votados: Desenvolvimento e avaliação de hidrogeis termorresponsivos para administração vaginal e veiculação de curcumina; Tese debate processos que avaliam qualidade da educação superior no Brasil; Educação nas escolas tem servido há anos para formar alunos “dóceis” e Publicidade muda significação da velhice ao longo do tempo.

O tema mais votado está relacionado a uma pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso, que possibilitou a criação de um hidrogel para o tratamento de feridas na parede vaginal decorrentes do tratamento de alguns tipos de câncer.

Em segundo lugar, ficou a reportagem baseada em uma tese de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Educação, que buscou responder em que medida os processos de avaliação e acreditação, da forma como estão sendo executados pelo MEC, podem atestar a qualidade da educação superior no Brasil. Também da área de Educação vem o terceiro assunto mais votado, uma dissertação de mestrado que analisa como o sistema educacional nas escolas brasileiras tem servido para controlar a população escolar e formar alunos “dóceis”.

Por fim, o quarto tema mais votado mostra como a publicidade, ao criar valores relativos à velhice, pode contribuir com novos significados para a imagem do idoso, de acordo com uma pesquisa de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura.

O Uniso Ciência veicula um jornal no formato tabloide a cada três meses na edição impressa e digital do Cruzeiro do Sul e publica outras notícias sobre a produção científica da Universidade periodicamente no blog. O projeto nasceu em outubro de 2017 com a proposta de ampliar, por meio desses canais, a divulgação das pesquisas realizadas na Uniso.

Clique aqui e confira a terceira edição.





Da cozinha para o seu carro: cúrcuma utilizada como aditivo de biodiesel




Muitos países vêm adotando políticas voltadas à diminuição das emissões de gases poluentes. No Brasil, a adição de biodiesel ao diesel tradicional é uma dessas medidas — em 2017, a porcentagem obrigatória era 8%, segundo resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), e deve subir em breve para 9%. Essa mudança gradativa se dá porque o biodiesel é uma alternativa mais amigável ao meio ambiente, tanto pela emissão de gases quanto por sua biodegrabilidade.

Segundo um estudo encomendado pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), graças a esse ligeiro aumento no uso de biodieseis, foi evitada entre 2008 e 2011 a emissão de nada menos do que 11 milhões de toneladas de CO2 (gás carbônico). Ainda segundo a Associação, quando se considera toda a cadeia produtiva, a redução pode passar de 70%. Hoje, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de biodiesel em todo o mundo, mas existem ainda questões que devem ser observadas no armazenamento desse tipo de combustível.

“Apesar de ser um bom substituto para o diesel de petróleo, o biodiesel é instável quando exposto à umidade e ao ar atmosférico. Ele é suscetível à absorção de água, podendo se tornar, depois de longos períodos, um ambiente favorável à proliferação de microrganismos e à oxidação — nome que se dá à degradação causada pela exposição ao oxigênio. Consequentemente, pode haver uma diminuição de sua qualidade”, explica Gustavo Alexandre dos Santos, mestre em Processos Tecnológicos e Ambientais pela Universidade de Sorocaba (Uniso).

Para controlar a qualidade durante a estocagem, emprega-se o uso de aditivos químicos ao biodiesel. Foi isso que Santos estudou em seu mestrado, buscando alternativas naturais. Das opções testadas, a que apresentou os melhores resultados foi uma velha conhecida dos cozinheiros: a cúrcuma, uma planta da mesma família do gengibre usada pela humanidade há mais de seis milênios para a pigmentação de alimentos e o tratamento de doenças. Durante o processo de pesquisa, a curcumina — que é extraída da cúrcuma — foi aplicada como aditivo em diversos tipos de biodiesel. Foram então testados, com resultados bastante positivos, os níveis de prevenção à oxidação e à contaminação por Paecilomyces variotii, um fungo muito comum no meio ambiente.

“A curcumina foi selecionada para trabalhos de pesquisa posteriores devido à sua facilidade de aquisição e à sua atividade fungistática”, destaca Santos. Adicionalmente, ela foi capaz de aumentar de forma substancial o tempo que os biodieseis levaram para começar a se degradar após a exposição ao oxigê- nio. Por tudo isso, pode-se concluir que a curcumina é um aditivo natural, promissor para uso em baixas concentrações, que permite que os biodieseis mantenham a qualidade durante períodos prolongados de armazenamento. Dada a importância do biodiesel para o mercado brasileiro, é muito positivo que tenhamos novas propostas para a melhoria de sua qualidade e de sua conservação.”


Texto produzido com base na dissertação “Avaliação das atividades antioxidante e antimicrobiana da curcumina e do pirocatecol na manutenção da qualidade do biodiesel”, do Programa de Pós-Graduação em Processos Tecnológicos e Ambientais da Uniso, com orientação do professor doutor Victor Manuel Cardoso Figueiredo Balcão e co-orientação da professora doutora Marta Maria Duarte Carvalho Vila, aprovada em 15 de dezembro de 2015. Com dados adicionais da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), publicados pela Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio). Acesse a pesquisa: https://goo.gl/nT4JhY


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